Mais do que tudo... 

 

"Perdemos repentinamente

a profundidade dos campos

os enigmas singulares

a claridade que juramos conservar

 

mas levamos anos

a esquecer alguém

que apenas nos olhou."

 

Pergunte-se ao poeta: poderá ser um livro? E porque não? Também connosco as metáforas brincam a toda a hora. É assim que o livro deixa de ser algo que muita gente lê, para ser "alguém meu", que me olhou e, doravante, eu serei dele.

 

Poesia citada: José Tolentino Mendonça, «Calle Principe, 25» in: Baldios, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999, p. 16.

por HUGO CHELO

consultor Ecléctica Leilões