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14 de Fevereiro

VASCONCELOS (Pe. Simão de). CHRONICA da Companhia de Jesv do Estado do Brasil:. Lisboa. 1865

Lote:
270.021(63-51)
Leilão:
W270
Estado:
Terminado
Nº de Licitações:
1

Descrição

VASCONCELOS (Pe. Simão de).
CHRONICA da Companhia de Jesv do Estado do Brasil:. e do qve obrarão sevs filhos nesta parte do novo mundo. Em que se trata da entrada da Companhia de Jesv nas partes do Brasil e dos fundamentos qve n’ellas lançaram e continuarão seus Religiosos e algumas noticias antecedentes, curiosas e necessarias das cousas d’aquelle estado..
Lisboa: A.J. Fernandes Lopes, 1865.
2 v. em 1; CLVI, 200; 340, [6] pp.; 210 mm. Encadernação da época inteira em pele; rótulo na pasta com título a ouro; ferros decorativos na lombada a ouro; assinatura de posse, encadernação com falhas nas pastas, vestígios de xilófagos.
Segunda edição corrigida e aumentada da que é considerada por muitos bibliógrafos como uma das mais belas produções dos prelos portugueses do século XVII e de uma “fonte perene de notícias e subsídios para a História do Brasil e das Missões Religiosas que, durante os anos 1549 a 1570, pregaram e difundiram a fé cristã entre os indígenas dessa vastíssima região americana” [Samodães]. Escrita em duas partes: a primeira relata o descobrimento do Brasil, a descrição geográfica das suas terras, costas, rios, portos, cabos, enseadas e serranias fronteiras ao mar, responde às perguntas “Quem foram os primeiros progenitores dos Índios, em que tempo entraram no Brasil, de que parte vieram, por onde e de que maneira entraram e como não conservaram as suas cores, línguas e costumes”; a segunda parte trata exclusivamente da Companhia de Jesus no Brasil desde 1549. Possui ainda a primeira impressão do poema de José de Anchieta sobre a Virgem Maria. O Padre Simão de Vasconcelos teve algumas dificuldades em conseguir publicar esta sua obra. Essa dificuldade resulta do facto do Pe. Jacinto de Magistris, Visitador do Brasil, não se relacionar muito bem com o autor da obra, seu concorrente quando da nomeação para Visitador. Apesar de ter as aprovações canónicas de três revisores e do Padre Geral, o Visitador tentou impedir a impressão, fundado nas opiniões dos Padres António Vieira, Baltazar Teles e Manuel Luís que atestavam na falta de estilo do Pe. Simão de Vasconcelos. Mas a aprovação de Francisco Brandão, cronista-mor do Reino fez terminar a questão. Não satisfeito, o Pe. Jacinto de Magistris informou desfavoravelemente o Padre Geral sobre os últimos sete capítulos da primeira parte da Crónica que respondia com a explanação se o paraíso não seria na América portuguesa. Apesar de já ter dado aprovação, o Padre Geral mandou riscar essa parte. Quando a ordem chegou a Lisboa, já Henrique Valente de Oliveira tinha impresso dez exemplares que o Pe. Simão de Vasconcelos distribuiu pelos amigos. Por ser a conclusão das Notícias Antecedentes, o Pe. Jacinto de Magistris não via dificuldade em se suprimirem os sete capítulos, substituindo-os por uma página final. bib: Brunet, II, c. 846; Palha, 2517; Pinto Matos, p. 554; Samodães, 3443; Inocêncio, VII, p. 286; Travel and Exploration, 1127; Bdm2, p. 888

 


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