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30 de Outubro

ÁLVARES (Francisco). HO PRESTE Joam das indias. Verdadeira informaçam das terras do Preste Joam. [Lisboa]. 1540

Lote:
174.005(52-166)
Leilão:
S174
Estado:
Terminado
Nº de Licitações:
1

Descrição

ÁLVARES (Francisco).
HO PRESTE Joam das indias. Verdadeira informaçam das terras do Preste Joam. Segundo vio [et] descreveo ho padre Francisco Alvarez capellã del Rey nosso senhor. Agora novame[n]te impresso por mandado do dito senhor.
[Lisboa]: Luis Rodriguez, 1540.
A2, B-R8, S6; [2], 136, [6] ff.: il.; 270 mm. Encadernação inteira de pele do século XIX; títulos a ouro na lomabada em rótulo bordeaux; ferros decorativos na lombada a ouro; duplo filete nas pastas a ouro; roda nas seixas a ouro; corte das folhas carminado; frontispício com ligeira perda da cercadura devido ao aparo, pequeno restauro reforçando a resistência da folha na margem exterior, selo branco de motivo floral não identificado; corte das folhas carminado; limpo.
PRIMEIRA EDIÇÃO, RARÍSSIMA, de um dos mais famosos e importantes registos dos contactos realizados pela coroa portuguesa com o famoso reino do Preste João e a primeira informação sobre aquele reino. Assim que a obra foi publicada conheceu imediato sucesso, tendo sido traduzida em várias línguas europeias. Em 1514 chegou à corte portuguesa um embaixador, de nome Mateus, com uma proposta de aliança entre Portugal e o reino da Etiópia. Mesmo tendo sido considerado por muitos como um impostor, em 1515, D. Manuel preparou uma embaixada chefiada por Duarte Galvão e na qual estava presente como capelão o Pe. Francisco Álvares. Tendo esta missão fracassado e após várias tentativas de contacto, outra é preparada, desta vez chefiada por Rodrigo de Lima e Jorge de Abreu, que em 1520 finalmente alcança o interior do país, regressando à Europa com notícias “verdadeiras” sobre este mítico reino e que serão recolhidas pelo Pe. Francisco Álvares nesta sua obra. A 28 de Abril, a embaixada desembarcou em Arquico, tendo depois entrado na província do Tigré, atravessado a região de Amara e chegando finalmente a Shoa, onde residia o rei. Durante o tempo que ali ficou retida, a embaixada acompanhou a corte nas suas diversas digressões, recolhendo várias notícias políticas, administrativas, económicas e sociais. Identificaram os produtos de maior valor, como o ouro de Damute ou o sal de Corcora e compreenderam que a população era bastante heterogénea, exis­tindo cristãos, mouros, gentios ou judeus. O Pe. Francisco Álvares registou também vestígios de antigas civilizações ou a igreja de Santa Maria de Sião, da qual nos deixa uma descrição detalhada e dos edifícios que a rodeavam, bem como de obeliscos, monólitos, etc. Sendo o primeiro livro europeu dedicado inteiramente à Abissínia, o mito do reino do Preste João estava finalmente desfeito, tendo-se confirmado, com as missões subsequentes, o detalhe e rigor com que o Pe. Álvares deixou registada a sua extraordinária viagem. É, por isso, uma das mais importantes fontes sobre a região.

 


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